Confiram os scans (crédito: MyChmclRmnc) e a tradução do artigo com Gerard Way e Iggy POP, na útlima edição da revista SPIN:
Com o seu comportamento selvagem e incomum no palco e um álbum “com som de Detroit”, o vocalista do My Chemical Romance é um verdadeiro discipulo do The Stooges. “Eu não queria que as garotas quisessem me foder, eu queria que os caras héteros quisessem me foder,” diz Way. “Eu incorporei isso do Iggy.
Gerard encontra Iggy POP
SPIN: Gerard, quando vocês escutou as músicas do Iggy pela primeira vez?
GERARD WAY: É uma história meio doida. Tinha esse desenho que eu assistia quando era criança, chamado Rock & Rule
IGGY POP: Meu Deus! Alguém assistiu!
WAY: Sim! Teve um grande impacto em mim. O desenho era no futuro e tinha [músicas de] Iggy, Lou Reed, Debbie Harry, Cheap Trick, e Earth, Wind & Fire.
POP: Eu lembro que minha música era chamada "Pain & Suffering" "Red wine turns to blood / A cow floats upside down in a river of mud!"
WAY: Me assustava, mas mesmo assim me atraia. Eu redescobri isso na escola, quando o hit do Iggy "Candy" foi lançado. Eu gostava de metal, mas então eu começei a escutar coisas punk e os Ramones, e atráves disso eu começei a gostar de Iggy.
POP: Eles foram bons comigo dessa forma, os Ramones. Eu vi uma foto de uma noite no CBGB's em 1975 quando eles deram uma festa para mim. Todos nós tínhamos o mesmo corte de cabelo tigela! Nós cinco com o corte tigela. O meu era loiro e o deles era escuro.
SPIN: Os Ramones eram do Queens; Iggy, você é do Michigan, e Gerard você é de Jersey - três dos locais menos respeitados na América. Vocês sente uma conexão por esse motivo?
POP: Sim, são locais com pessoas bem estúpidas. Allen Gisnberd é de New Jersey, de Paterson, e ele diz que é um local bem ruim.
WAY: Eu sou de Newark, que é bem parecido com Paterson. Paterson é um local fodido.
POP: Eu sempre gostei de Newark pois sempre foi tão envolvido em combates. Eu gosto de locais meio detonados onde eu poderia ficar e fazer algo sem ter alguém incomodando.
WAY: Definitivamente. Nós praticávamos nessa fábrica onde ocorreram assasinatos. São nas cidades desconstruídas, destruídas onde as pessoas irão deixar você sossegado para que você possa se inventar.
SPIN: Vocês utilizam suas cidades natais quando criam sua arte?
POP: Com certeza. Se eu estou em Paris e as pessoas são muito francesas, eu noto que falo de modo mais grosso. Como [com um sotaque bem carregado de Detroit] "You know what there, Froggy..."
WAY: Eu não poderia mudar para LA se eu achasse que iria perder minha identidade de New Jersey. Meu sotaque ficou mais forte desde que mudei pra lá. As pessoas de LA podem me odiar por dizer isso, mas quando [minha esposa] Lindsey e eu nos mudamos, pensamos, "Todos aqui são tão educados. Se bastante pessoas da costa leste viessem pra cá, eles poderia mandar nesse lugar." Como quando vou comprar café, e o cara realmente não gosta de mim e vai dizer algo depois que eu sair. Não como em New York, onde eles vão falar as coisas na sua cara.
POP:"Heyyy, cara, ótimo te ver! Você está ótimo!" Mas sério, existem alguns assassinos muito capazes por ai. então eu tiro o chapéu pra eles.
SPIN: Eu gostaria de falar com os dois sobre shows que influenciaram suas vidas. Iggy, você falou sobre ver Jim Morisson e o The Doors em 1967.
POP: Foi uma festa de volta às aulas na Universidade de Michigan, e foi algo meio privado, tipo a cena do baile no filme Carrie (a estranha). Quando o cara, Morisson, apareceu, ele estava meio cambaleante, e as pessoas provavelmente acharam que ele estava bêbado. Mas eu sabia que ele tinha tomado LSD três ou quatro vezes. As pupilas estavam totalmente dilatadas, e ele estava com uma roupa de Hedy Lammar como Delilah, e quando ele começou a cantar, foi apenas em falsete. Não houveram aplausos. Não houve aprovação. Não houve compreensão. Foi uma noite sem sucesso, e foi isso que eu adorei. Depois disso eu estava vibrando com esse sentimento de que não havia uma desculpa para não tocarmos com essa porcaria de banda que tínhamos.
WAY: Todas as apresentações que significaram bastante para mim fora as que eu não pode ir pois já haviam acontecido e eu era um garoto. De várias formas a minha banda sempre sempre mostrava uma resposta às coisas. Vendo bandas como o Thursday e At The Drive-In, eles eram ligados no que eu gosto de chamar de "Motor City motherfuckin' rock" canalizando os Stooges, canalizando MC5. Nessa apresentação, o ATDI estava usando fantasias de gato e se arrastando no palco. Eu acho que o que eu acrescentei a isso foi lápis de olho. Eu queria desafiar um gênero, abusar do público. Eu não queria que as garotas quisessem me foder, eu queria que os caras héteros quisessem me foder. Eu incorporei isso do Iggy.
POP: Talvez você devesse ligar pro John Mayer. [Risos] Eu acho que não importa o que você faça, se você fizer isso na frente do público, eu acho que vai ser uma merda, a menos que você de liberdate total ao seu emocional. Se não, vai parece que você está se vendendo.
WAY: Eu sempre gostei do Lust for Life - para mim, o álbum inteiro é perfeito. Você não está se vendendo. Eu começei a achar que no último disco [do My Chemical Romance] eu estava fazendo isso, e o dinheiro tinha me deixado assim. É como uma armadilha: é a morte, e eu começei a tomar decisões seguras. Mas então na Projekt Revolution de 2007, nossa útlima turnê do The Black Parade, um jornalista me disse que parecíamos os Stooges no palco, É isso que estamos tentando recriar nesse novo álbum, o que fizemos naquela turnê.
POP: Muitos músicos jovens ganham dinheiro na hora errada. Eles ganham por algo que eles não acham que está ótimo, e isso vai fazer com que eles se sintam tão mal que irá destruí-los. Tipos musicais tendem a combinar a responsabilidade de um escritor e de um ator.
WAY:Eu nunca pensei sobre isso, ser um escritor e ator. Nós estavamos indo a essas cidades onde haviam ocorridos agressões à garotos que escutavam nossas músicas, os garotos que se vestem de preto. Eu me afastei e parei de estar em uma crusada. Eu não queria que ninguem se machucasse. A luz no fim do túnel foi um amigo que me lembrou que eu não usava um bottom do Public Image Ltd no colégio porque queria que cuspissem em mim, eu usava porque eu queria usar. Nossos garotos são do mesmo jeito: é a escolha deles. Eu não posso protegê-los. Eu preciso dar a eles o que eles querem.
POP: Se você faz uma boa apresentação, algumas coisas são passadas para as pessoas, e isso é um presente raro. Não ligam muito pra isso agora, quando a música está se tornando algo político. É bom se afastar algumas vezes. Uma dieta rigorosa disso é dificil para uma pessoa.
SPIN: Vocês dois ficaram conhecidos no começo por apresentações extremas. Como vocês evoluem quando o público espera um Gerard usando uma jaqueta de couro, ou Iggy, que você se corte?
POP:Você precisa negar a guerra por território. Nos anos 80, quando era tudo sobre couro, tatuagens e cocaina, eu começei a passar mais tempo visitando meu pai e jogando golfe. Quando as pessoas finalmente perceberam - "Ficamos acordados a noite toda! Estamos acabados!" - Eu estava jogando golfe. Estar longe, ser o oposto tem sido bom para mim. Algo novo. Existem pessoas que vivem [rock'n'roll] o tempo todo, mas eles tendem a não durar muito artisticamente ou fisicamente. Quero dizer, quando eu terminar aqui, vou alimentar um gato. Então você tem a metafisica de controlar uma multidão e o gato. Eu tenho minhas sardinhas prontas pra esse desafio.
WAY: É verdade - você brinca com isso, esse personagem. Mas o que você tem que aprender é a ser mais esperto que isso. Ou você não vai continuar vivo.
POP: Bem colocado.
WAY: Sendo esperto dizendo, "Todos estão fazendo isso, então eu vou jogar golfe". é sobre essas coisas e chocar o público: Eu estou dizendo que amo trocar fraldas e alimentar minha filha. Eu adoro ser pai. É isso que eu gosto de fazer agora.
SPIN: Gerard, você falou no passdo sobre as vezes que você sentiu medo de perder o controle para esse personagem no palco e para as drogas. Parace que é bem difícil em uma carreira, balancear a apresentação com trocar fraldas e alimentar um gato.
WAY: É como uma animal na selva. Você aprende a ser mais esperto que ele. Então você vai brincar com ele quando você está pronto, mas você precisa ter alguns tranquilizantes, você precisa ficar tranquilo. Você tem que fazer compras no shopping. Você tem que relaxar.
POP: Eu sempre digo às pessoas, "Você tem que relaxar. Você tem que relaxar, porra!"
SPIN: Iggy, seu último cd [jazzy, bilingual Préliminaires, 2009] foi bem tranquilo.
POP:Meu antídoto para os Stooges, certo? Eu tenho uma casa em um bairro ruim em Miami onde ou vou para me distrair e escrevi lá. Eu não tinha esperanças de lançar, mas tive sorte e algo apareceu, então aproveitei a oportunidade. Eu gostei tanto das músicas que eu não liguei para o que as pessoas iriam esperar. a American Record Company disse "Huh? O que temos que fazer é colocar você junto com algo punk e jovem." Álbuns desse tipo são terríveis.
SPIN: Mas não foi isso que acontece com Skull Ring [2003]?
Bem, isso levou à ressurreição do Stooges. Sabe, uma das bandas que eu coloquei na lista para trabalhar naquele álbum foi o Green Day. Eu achei que a gravadora iria adorar, mas isso foi antes de American Idiot, e eles disseram, "Muito antigo, eles estão acabados." Eu disse, "Olhe, discos que eu fiz 40 anos atrás ainda estão vendendo. Essa banda vai durar bastante!" Quero dizer, eu disse que faria um trio com P. Diddy e Justin Timberlake, mas eles nunca quiseram. Tipo "Então Diddy, que tal um pouco de sange em seu iate?" Eu conheci o Justin, ele é um cavalheiro. Eu sentei no seu colo.
SPIN:Gerard, como o lider de uma banda jovem, Eu imagino que o que Iggy está dizendo sobre o Green Day e seus discos sobrevivendo ao tempo deve ter algum tipo de repercussão.
WAY: Se uma banda para porque querem, esse é o melhor cenário possível. Mesmo que seja depois deste álbum, se for porque nós queremos, será o melhor. Você quer que o seu trabalho se destaque. mesmo que seja um trabalho muito extenso, como At the Drive-In.
POP: Eu conheço esses caras. Eles não vão parar de fazer música. Eles estarão no Celebrity Rehab ou em casa, velhos, ainda fazendo música.
WAY: Isso é um longo período. Você quer um período onde você se torna "não legal" e então você quer -
POP: Hey, eu tenho alguns desses!
WAY: Se nosso novo álbum for lançando e parecer com rock sujo de Detroit, mas nós fizemos como acreditamos, então as pessoas vão querer isso.
POP: Números não são tão importantes, eles são sobrestimados. Eles não levam em conta a intensidade ou reação causada. Eu sempre lembro desse cara, não quero falar mal - quem é o cantor de "The Thong Song?"
WAY: Sisqo!
POP: Isso, Sisqo! Ele é um cara talentoso, ele canta pra caralho. Ele vendeu 18 milhões de cópias! Não tinha com escapar durante o dia ou noite. Coitado, quando ele estava pronto pra lançar o próximo álbum dava pra notar que eles sentiu a pressão e resolveu criar uma linha de roupas.
WAY:O álbum que estamos fazendo é uma resposta ao rock ter se tornado um conglomerado - caras saindo, e só porque sua banda faz sucesso, dizendo "Não irei criar, eu vou apenas explorar isso como uma companhia e aproveitar qualquer oportunidade que tiver." Você está pegando algo e não dando.
POP: Se perdendo na sopa de celebridades.
WAY: Exatamente, o tapete vermelho é uma areia movediça. Fique longe do tapete vermelho, porra!
SPIN: Gerard, você vem descrevendo o novo álbum do My Chemical Romance como "Rock de Detroit." O que isso significa pra você?
WAY:Significa que o perigo poderia retornar. É como abandonar completamente a segurança. Sem porcarias de regras. Nós estamos canalizando os Stooges, MC5 e usando isso contra celebridades. É assim que eu quero que o resultado final soe: veneno digital. Esse é o espírito que sinto quanto ouço Stooges. Mais sexo. Mais explosões. Agora.
POP: Fico agradecido por isso. Algumas das coisas que passamos para fazer as músicas foram bem difíceis, então isso é algo bem legal. Parece legal, Gerard!
WAY: Obrigada, Iggy!
POP: Apenas não se machuque.
O novo álbum do My Chemical Romance será lançando este ano. A versão Deluxe deRay Power do Iggy and the Stooges foi lançado esse mês; a banda, reunida com o guitarrista James Willianson, está atualmente em turnê.















GERARD SEU GOSTOSO !1!!!!!1!!!1!
ele ta com cara de mulher na ultima foto
IGGÃÃÃO 8D
ai,adoray.
Não achei muito legal essa entrevista. Geraldão se achando hein humm, mas tá gato *-*
Ótima entrevista. Cada vez mais sinto que Gerard e os meninos estão confiantes pra esse álbum. A cada entrevista eu fico mais excitado pra ouvir logo essa porra desse álbum. PQP…
vei..fikei felizassa com esse entrevista *_* serio, adorei mesmooooo…o gee tah parecendo bem confianete sobre o proximo cd..
“É assim que eu quero que o resultado final soe: veneno digital. Esse é o espírito que sinto quanto ouço Stooges. Mais sexo. Mais explosões. Agora.”
mais sexo? kkkkkk euri com esse comentario…sera q eh possivel mais sexo no my chem? dels, soh imagino o q ele vai fzer no palco com o Frenqs *__________________*
bem ele tem uma frase dele que é:
“There’s such a lack of sex in music” (Há uma certa falta de sexo na música) talvez isso responda… ;D
Plagiando as palavras dele:
“eu não usava um bottom do My Chemical Romance no colégio porque queria que cuspissem em mim, eu usava porque eu queria usar.”
Realmente Gerad, nós somos assim ksksks
só eu reparei ou vcs tbm notaram que o Gerard ta parecido com o vocal do The Cure, Robert Smith?!
Foi só vc não, eu também achei isso. Até comentei em alguma doação do orkut.
“ai eu adoooroo trocar fraldas- qer ajuda bein ?
eu quis dizer o cabelo ^^
foda essa entrevista =)))
parafraseando o Iggy “Você tem que relaxar. Você tem que relaxar, porra!” eesperar o novo album do MCR =]]]
“Eu não queria que as garotas quisessem me foder, eu queria que os caras héteros quisessem me foder,” diz Way.
HAHAHAHHA okay sem comentario..
muito bom ;D
Gerard tá enrrolando tanto que já nem me importo com essas entrevistas que falam falam falam de como o cd está incrível,e WOW,mas,dizer informações sobre datas,o nome,sei lá,nada. Não é possível que não tenha nada a ser dito ,e algo que preste e diferente,sobre o album.
A entrevista foi meio parada,parecia que o carinha da Spin nem ‘tava lá fazendo perguntas lol
Pop e Way batendo um papo maroto.
Sobre as fotos do senhor Way,pai de família todo trabalhado no glam e nas calças dos meninos sem pinto do Fresno. Adorei.
se no final de tudo, o CD não for o que eu estou imaginando que seje… eu vou matar o Way u.u
confesso to anciosa
foda-se modinha.
eu não me aguento de ansiedade.
“Rock de Detroit.” *-*
nem li tudo, mas ta mara rs PEGAEL, GERARD G_G
Eu comentei em algum lugar aqui que ele tá lembrando o Robert, comentei antes mesmo do povo começar a comentar na MCRBR, sou mais perceptivo BRINKS galere, just kidding
robert quem? robert pattinson? DDDD:
odeio aquele cara
suponho que seja Robert Smith çjgçkljgçsjg
Nunca Robert Pattinson nem chega ao microbio da unha do pé do microbio da unha do Gerard !
exato, Robert Pattinson é horrivel eca……eu tava falando do Robert Smith mesmo….o cabelo ta super parecido =]]
Sedç.- amo *—————–*
aaaah ta, levei um susto u_u odeio robert pattinson, odeio, ODEIO