Confiram os scans e a tradução da entrevista com Gerard Way publicada na revista francesa Rock One. Essa é a entrevista mais recente feita com ele, porém foi feita antes do anuncio oficial sobre a saída de Bob Bryar.
Com o "The Black Parade, lançado em 2006, o My Chemical Romance se tornou grande, se não o auge das bandas de rock de sua geração. O quinteto de New Jersey, liderado por Gerard Way, tinha uma imaginaçõ sem limites, tanto em sua música quanto com o seu modo de compartilhá-la com o público. Depois de uma turnê de sucesso e um ano de silêncio no rádio - durante o qual Gerard lançou um comic, casou e se tornou pai, e o guitarrista Frank Iero lançou o álbum de estreia de sua banda punk, Leathermouth - o My Chemical Romance está preparando uma volta sensacional com seu quarto álbum, que o vocalista já anunciou que será surpreendente.
Depois de um sucesso incrível com o "Black Parade", foi fácil para você escrever músicas novamente?
Gerard Way (vocal): Foi bem difícil, mas não por motivos pessoais. Eu diria que foi um desafio na verdade. O que foi simples era saber que em nenhuma circunstância fariamos outro "Black Parade". Isso abriu espaço para muitas opções. Nós queriamos escrever boas músicas, músicas muito boas do My Chemical Romance, mas músicas que iriam projetar o grupo para o fututo e mostrar um progresso de verdade. Então haviam coisas que eram obvias, mas descobrir o que faríamos, levou um certo tempo. Foi um verdadeiro desafio para nós, eu diria que essa é o álbum mais desafiador que já gravamos.
Então não é um álbum tão conceitual. Seria uma nova maneira de compor...
Com certeza. Eu acho que uma das coisas que eu aprendi é que não tem problema ter uma conceito em mente, e não é problema ter uma álbum consistente a ponto de ser conceitual, mesmo sem ser. Eu tive que me acostumar com a ideia, e isso levou um tempo. Eu sempre escrevi como um contador de histórias. Mas para o novo álbum, nós dissemos que não iriamos contar uma história, então isso foi outro fator. Alem disso, isso não nos impede de falar sobre temas parecidos e escrever músicas com um fator em comum.
É como se você não fosse forçado a seguir o desenvolvimento de uma história como se você deixasse a músicas falar por si mesma pela primeira vez...
Sim, pela primeira vez na verdade. O álbum vai ser o que tiver que ser, e de certa forma isso leva tempo. Eu espero que quando ele estiver pronto, o álbum soará quase como um "Greatest Hits", uma coleção de músicas muito boas.
Continuar da mesma forma ou surpreender?
Uma vez que você se libra dos conceitos e da teatricalidade e quando chegamos a um ponto onde estavamos escrevendo de forma livre e progressiva, ficamos surpresos com o resultado. Existem músicas que não poderiamos ter feito no último álbum. Então sim, eu fiquei surpreso com isso. Mas ao mesmo tempo, é nosso quarto álbum, e tudo que aprendemos com os três primeiros, teria que ser mostrado. Pois não podiamos começar do zero. Eu acho que isso é mostrado nas novas músicas. É o mais surpreendente. O engraçado é que ainda temos muito pra aprender. Não do ponto de vista musical, mas sobre o processo criativo. Foi uma verdadeira lição para nós.
Então desde o início, vocês não queriam o oposto, mas sim restaurar o equilibrio com o álbum anterior?
Sim, podemos dizer isso. Quando pensamos sobre isso, queremos que as pessoas ouçam nossas primeiros álbuns pois tínhamos coisas para mostrar neles, mas com o novo, nós queremos que faça com que nosso trabalhos anteriores pareçam menos maduros. Nós queremos continuar crescendo cada vez mais, e escrever as melhores músicas que já escrevemos. Fazendo isso, nos queremos que os fãs do "Black Parade" prefiram o novo álbum, pois o grupo realmente evoluiu desde então, passamos por muitas coisas.
De qualquer forma, parece que você quiz que esse álbum fosse mais variado. Você acha que chegou a hora do MCR tentar coisas novas? de experimentar?
Eu não sei se testar a variedade é o que faz um disco. Eu prefiro dizer que ele mostra as diferentes facetas que podemos ter como grupo. Veja, o novo disco vai ser bem variado, mas será bem rock. O "The Black Parade" também foi, mas pois o estilo era diferente ente uma música e outra. Nossas influências foram de folk russo, até Pink Floyd, Cheap Trick e The Beatles... Esse não é o caso. É totalmente rock, mas as músicas são bem diferentes. Nós provamos com esse novo álbum, que ainda existem muitas áreas não exploradas no rock que tentamos descobrir.
Quando se quer algo maior, pode-se ter a impressão de que esse será um disco ambicioso, como se você quisesse criar um álbum atemporal...
Sim, é muito ambicioso! E essa é uma das coisas de que eu sinto orgulho. Não paramos no "Black Parade", e não colocamos um ponto final em nossa ambição. Na verdade, queriamos algo muito maior. Foi especialmente dificil uma vez que nos recusamos a usar frescuras ou esconder a tristeza. Isso tornou o desafio mais dificil.
Você já foi questionado ou tentou voltar ao que sabiam fazer, aquilo que já tinham feito antes?
Eu nunca me senti tentado a voltar, mas com certeza, isso aconteceu comigo, ter dúvidas. Pois as vezes você não ter certeza se está fazendo a escolha certa, as vezes vocês está irritado, perdido, como se tivesse perdido sua "coisa". Com certeza, houveram momentos como esses, mas no final, conseguimos todas as respostas, e nos sentimos bme pois não haviamos perdido nada, só temos que aceitar que as vezes isso não é tão fácil.
E as vezes o medo de não fazer algo nas músicas pode de alguma forma tornar o grupo menos eficaz...
Eu não sei... Acho que não. Pelo menos não com a gente. Pode desacelerar o processo, pois se estamos em dúvida simplesmente paramos. Se estamos indecisos com alguma música, então paramos e recomeçamos depois. Nesse novo álbum, nós podemos notar confiança em cada apresentação, cada emoção, cada melodia.
Quando você fala sobre o novo álbu, com frequência você cita bandas como Pink Floyd, The Stooges, The Velvet Underground, MC5 ... Basicamente, exatamente o que seus fãs esperam de vocês!
Ao dizer isso, pelo menos de nossa perspectiva, você tem uma idéia do que os fãs esperam de nós. E isso quer dizer, ser surpreendido a cada álbum do MCR. E também por vários outros motivos, pois não sabemos o que vamos fazer. Nós tentamos e vemos. De qualquer forma, eu acho que eles estão um pouco mais abertos sobre o novo álbum do My Chemical Romance.
É esse um de seus objetivos como grupo? expandir os horizontes de seu público?
Com certeza. Eu acho que como banda, temos o poder de educar o público, sem nos impor. Existem várias bandas ótimas antes de nós, mas nossos fãs, os mais jovens, provavelmente não conhecem. Eu gosto de achar que um álbum como "Black Parade" permitiu familiarizar os garotos com Queen ou David Bowie, e isso vai acontecer com Stooges, MC5 e Bruce Springsteen. Honestamente, eu em uma banda como Judas Priest, onde heavy metal do final dos anos 70 e inicio dos anos 80 influenciou esse álbum. Mas em alguns momentos eu chego a pensar em Bon Jovi. Algumas áreas que não exploramos anteriormente.
É como se vocês estivessem reinterpretando a história do rock...
Mais ou menos. Existe esse momento na hostória da música, no inicio dos anos 80 onde o rock foi mais longe do que qualquer outro estilo. Haviam bandas de heavy metal muito boas como Judas Priest e Iron Maiden. Mas seus sucessores, o hair metal e o rock foram um pouco básicos. Mas não realmente conectado. E eu digo heavy metal no sentido literal da coisa. Tem metal moderno e heavy metal verdadeiro, assim como há fãs de metal moderno e heavy metal, e estamos nesse grupo. Eu acho que o heavy metal tradicional está muito mais próximo do rock do que as pessoas pensam.
Então esse álbum, de certa forma, é a sua respostas para essas bandas de rock "falsas" que existem na industria hoje em dia?
Eu não disse que eram "falsas", eu acho que são grupos de verdade e que tem a habilidade de tocar rock, mas eu acho que as que apareceram durante a turnê do "Black Parade" ou depois não são bandas de rock de verdade. Eles não escreveram músicas realmente ou deram tudo que tinham na hora de tocar. Vimos muitos oportunistas na América, o tipo que quer fazer música, mas não são bandas de rock. Eu diria que é bem diferente deles.
Na verdade, você gostaria que fossem a melhor banda americana?
Sim, um pouco. Somos a mais jovem das bandas de nosso tamanho. Isso nos coloca em uma posição interessante. Eu acho que nesse ponto, durante a próxima década, nos devemos isso a eles. Nos oferecemos um grupo que é inpirador e que faz boas músicas, não a coisa tradicional e chata que você escuta na rádio. Esse é nosso trabalho, fazer isso, E fazendo isso, podemos fazer um bom trabalho, grandes coisas nos divertir e marcar uma geração, ou uma década.















aaah, a cada minuto fica mais dificil conter a ansiedade qq
Fica mesmo, e sim, ele é culto e sabio … Tenho muita expectativa com esse álbum!
gerard é tão sábio e culto u_u
Né? *-*
Tenho certeza que esse albúm vai ser perfeito, como todos
os outros do MCR!
perfeita entrevista. porém, se eu fosse o entrevistador, não dexaria de perguntar: e então, tem alguma idéia de quando sairá o álbum? ‘-’
concerteza, essa informação nao poderia faltar, #cry
Desculpa, mas essa entrevista fala as mesmas coisas que eu tenho lido desde o dia que anunciaram que estavam gravando esse álbum. o_o
E Gerard, eu já conhecia essas bandas UHAUHSAUHS
Confesso que estou ansiosa para ver os “novos” MCR… acho que não consigo ter uma ideia do que eles vão nos mostrar.
“podemos fazer um bom trabalho, grandes coisas nos divertir e marcar uma geração, ou uma década.” – gosto disso ;D
Nunca mais chega essse bendito album xD
Tão bom ver ele citando as bandas que eu amo, Velvet Underground, Stooges mas eu concordo com a Jessy com relação a entrevista.
Toda vez que eu leio esse tipo de entrevista, longa e tal, eu imagino direitinho o Gerard falando com aquela boquinha torta e gesticulando que nem um doido.
“Então não é um álbum tão conceitual. Seria uma nova maneira de compor…
Com certeza.”
E ainda tão empolgado que corta o cara heauiehuhueeiuaaheaeia
Toda vez que eu leio esse tipo de entrevista, longa e tal, eu imagino direitinho o Gerard falando com aquela boquinha torta e gesticulando que nem um doido [2] uhuash, o doido mais fofo que já vi e que me encanta a cada entrevista. :]
já li coisas do tipo 29092302 vezes, mas não deixo de ficar ansiosa toda vez que leio *-*
Gerard, como sempre divo, isso me emociona, me faz lembrar mais ainda de que muitas bandas de hj não tocam rock de verdade!